segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Oh my God! They killed Introspective!"

Minha mãe passou o sábado aos prantos. "Sua vida acabou, meu filho!!!". Não, não contraí nenhuma doença rara ou incurável (aliás, vou muito bem, obrigado!). Pelo que consta, na sexta-feira ela recebeu o telefonema de uma "amiga". "Gente, o seu filho é GAY?!?! Quando eu vi a foto dele, fiquei absolutamente chocada, sem acreditar! Eu não sabia se te ligava ou não, mas não consegui resistir! Nossa, seu filho exposto daquela maneira para o mundo inteiro ver??? Mas que barra para você, hein!!!" A tal desocupada estava se referindo a uma reportagem publicada na última edição da revista Junior, em que fui citado e entrevistado como um dos blogueiros "bons de texto e opiniões fortes", com foto e tudo. Minha mãe já sabia que eu era gay, mas jamais se sentiu à vontade para dividir isso com alguém. Além disso, eu não havia falado com ela a respeito da revista. Pega de surpresa (e sem saber maiores detalhes: seria algo comprometedor?), ela ficou completamente atônita, sem saber o que fazer ou dizer. Passou a noite tendo pesadelos e despejou seu desespero sobre mim assim que acordei, no sábado.

Para quem não tomou conhecimento da reportagem, não há nada com que se preocupar. Não estou sendo exposto ao ridículo, nem apareço com orelhas de coelhinho e um pompom de algodão no traseiro. Longe de expor minhas intimidades, o texto é curtíssimo - nem parece que o repórter me entrevistou por mais de uma hora para escrevê-lo. E o tom não é nada depreciativo, muito pelo contrário, diz que tenho "um texto bastante elaborado e elogiado pelos leitores". Não dá para dizer que aquilo foi um outing em rede nacional: a Junior é uma revista de repercussão pífia fora do gueto e, mesmo dentro dele, está longe de ser uma unanimidade. Pelo que entendi, mostraram a revista para a "amiga" da minha mãe por causa da capa com o Pedro Andrade, ela começou a folhear porque não acreditava que o rapaz fosse mesmo gay, e então deu de cara com a minha foto.

Minha mãe sabe que sou gay há mais de dez anos. O processo de aceitação foi muito doloroso para ela e incluiu todos os traumas, culpas e tabus clássicos. Hoje, ela já entende que não existem culpados, que ela não errou a mão na minha educação, que nem todos os homossexuais têm roupas femininas no armário, ou morrem de AIDS. Ela também superou o fato de que não terá netos (o que não aconteceria nem se eu fosse hétero, dado que sempre tive aversão por crianças). Ela considera que me aceita bem. O problema, segundo minha mãe, é que eu me exponho demais, não estou nem aí, sou ingênuo diante de um mundo mau, cruel e fechado. Sei que ela reconhece minhas virtudes e se orgulha de mim, mas vê minha sexualidade como uma mácula social. E não consegue lidar com isso da porta de casa para fora, muito menos se assumir como mãe de gay. Para ela, seria bem melhor se eu vivesse escondido embaixo da cama. Ela se preocupa demais com o que os outros vão pensar, esse é o xis da questão.

E é aí que entra a tal "amiga" - que nem suspeito quem seja, mas posso afirmar sem sombra de dúvida que é um espírito de porco. Além de ser mais uma dessas pessoas pequenas que passam o tempo cuidando da vida alheia, ela deve ser daquelas que perdem o amigo, mas não perdem a piada. E foi egoísta o suficiente para colocar seu próprio prazer de contar uma fofoca acima de tudo, inclusive de uma amizade. Em nenhum momento, ela teve o tato e a consideração de se colocar no lugar da minha mãe, de pensar como ela iria se sentir, se ficaria desconfortável ou até abalada. Ou então ela agiu com má intenção deliberada, para constrangê-la mesmo, o que é ainda pior. E se minha mãe realmente não soubesse de nada? Que direito essa fulana tinha de botar a boca no trombone e jogar a m... no ventilador?

Não acho que a homossexualidade seja uma vergonha que deva ser encoberta, quem lê este blog sabe bem disso. Reconheço que existem situações em que ter uma orientação sexual minoritária não é lá muito prático. Mas sou muito bem resolvido e tenho a autoestima em dia. Quando sinto desejo por outro homem, isso só reafirma em mim a convicção de que a atração e o amor entre iguais são duas coisas maravilhosas. Por isso, procuro sempre passar à minha mãe visões positivas e exemplos de que é possível ser feliz, bem sucedido e inserido socialmente sendo gay. Mas ela ainda acha que paira sobre a minha cabeça uma sentença de morte social: que as portas se fecharão, que não conseguirei oportunidades, justamente neste momento de redefinição profissional. Ora, quantos e quantos jornalistas gays - vitoriosos - existem nas redações dos grandes veículos de imprensa?

Acho inclusive que a tendência é que eu acabe me expondo ainda mais. Não defendo que se dê a cara a tapa indiscriminadamente. Eu não iria, por exemplo, a um programa de TV sensacionalista como o da Luciana Gimenez, que não tem comprometimento com a qualidade, que não propõe um diálogo sério, que apenas provoca "barracos" em busca de audiência; eu não ganharia nada com isso e estaria jogando pérolas aos porcos, batendo cabeça com evangélicos e afins. Porém, na medida em que meu blog e meu trabalho forem ficando mais conhecidos, será natural que a minha pessoa esteja em evidência, e devo lidar com isso da melhor maneira: com serenidade. Por que viver amedrontado? O blog só me trouxe coisas boas, não só amizades como também convites de trabalho. Minha vida não acabou: ela está apenas começando.

Se minha pretensão fosse entrar para o elenco da novela das oito, se para a minha carreira fosse importante despertar o desejo das mulheres, eu certamente teria uma postura social diferente. Mas não é o caso. Não condeno quem vive no armário, mas é uma vida sofrida, de renúncias, que eu não quero para mim de forma alguma. Quero ser o Thiago por inteiro, e quem pretender participar da minha vida terá que me aceitar por inteiro; se não for assim, não me interessa. Não quero viver nas sombras, como minha mãe propõe. Se todos seguissem o conselho dela, ainda estaríamos em 1980, trocando beijos furtivos na clandestinidade, sob risco de repressão policial. Ser uma pessoa plena é importante para o meu bem-estar individual e também para a própria causa gay como um todo. Dar um exemplo aos que nos cercam, fazer a diferença no nosso círculo social imediato, é o único caminho para construirmos o mundo mais tolerante com que tanto sonhamos.

39 comentários:

M disse...

Muito bom o seu posicionamento e visão diante do assunto; muitos outros concordariam com sua mãe e viveriam uma vida pela metade pelo resto da vida.

Celso Dossi disse...

Gente, é a velha da Praça!
Aquela que ficava na janela falando dos outros que passavam. kkkkkk

Em cima do armário disse...

Hauhau já ouvi esse mesmo discurso. Só que não da minha mãe, mas sim da sogra :s ótimo texto, ótima visão de vida.

Lucas T. disse...

Que "amiga" do mal mesmo.

Daniel disse...

Mais um texto seu que eu vou mandar para mamãe.

Aliás, desse fato desagradável, podia surgir uma conversa interessante com a sua mãe, para que ela chegasse na tal amiga e falasse: "sim, é meu filho. gostou da reportagem? Estou orgulhosíssima dele ter sido entrevistado e elogiado".

eu sei, eu sei... isso não vem da noite por dia.

Cris Morais Carneiro disse...

Mesmo não concordando, entendo a sua mãe. Ela foi criada dentro de uma mentalidade pequeno burguesa, cresceu no período da Ditadura Militar, coisa que muitos de nós não tem a mais vaga idéia do que seja, e viu muita gente ser punida por ser diferente. Romper com valores arraigados exige coragem, vontade de enfrentar desafios e abandonar o conforto das convicções antigas, e nem todo mundo tem saco ou disposição pra isso. Não dá pra condenar a sua mãe, mas essa "amiga" fez isso sim por pura maldade! Descobre o nome dela que eu coloco na boca do sapo!

Sergio R.B. Martini disse...

Minha mãe e a tua se conheciam ? rs

Fernando L disse...

Tenso, no mínimo

As vezes meio maior receio de oficializar que sou gay é essa crise existencial que as mães tem.

Mas enfim, boa sorte com sua mãe

abs

S.A.M disse...

É acho que sua mãe é que precisa rever as amizades dela. rs

Mas então, eu admiro muito sua desenvoltura e conhecimento quanto a teus textos.

Parabenizo, por grandes inciativas tuas como o 30, que inclusive apóio e sempre que posso ajudo a divulgar e desejo que tua mãe se restabeleça dessa doida e todos nós estamos sujeitos a uma dessas e o importante é continuar mantendo seu foco e não deixar que um espirito de porco desses atrapalhe em nada.

Abração! ^^


P.S.: Acredite meu pai tem a mesma preocupação com "o que os outros pensam" e infelizmente no caso dele eu já desisti.

Paulo Braccini disse...

sinceramente! não estou nem aí mais para o que os outros pensam sobre o que sou ou deixo de ser ... seja ela quem for ... pode ser mãe, pai, irmão, etc etc etc ...

mas, se pego alguém q não desfruta de minha relação íntima tentando se meter em minha vida ... ah! ela vai pensar milhões de vezes antes repetir a dose ... comigo ou com os outros ...

bjux

;-)

Guy Franco disse...

Poxa, a revista soube reconhecer o blogueiro que escreve bem (isso já me anima). Parabéns!

E é isso aí, a amiga da sua mãe tem o espírito de porco. Será que ela está lendo o seu blog agora? E esses comentários todos falando mal dela? Espero que sim. Aproveito e deixo um recado pra ela:

- Gosta de um carinho na cabeça?

Wans disse...

Nossa, parece que tava me vendo nesse post. Eu hoje em dia vivo super bem com minha mãe, embora não escancare minha vida pra ela. Se ela visse algo parecido, surtaria. E a minha mãe pensa exatamente como vc, que não vou dar netos, que todos andam de mãos dadas na rua e que vamos morrer de Aids (imagine pra ela que teve um irmnão gay que morreu justamente disso).
O fato é que o importante é que v tem talento para aparecer na revista e além dela.

bj

Renato Orlandi disse...

Concordo que um blog é uma forma de exposição, assim como qualquer outra atividade, mas estaríamos lidando com aceitações de outras pessoas sobre a sua sexualidade? Estou falando da amiga. Não liga para isso e parabéns pela reportagem, bjuu!

Moacir disse...

Querido, aparentemente nossas mães são bem similares nesse ponto. A minha disfarça bastante e se esforça ao máximo para ver tudo com naturalidade, quando vem aqui, quando encontra com o Lau (ontem fomos todos almoçar fora, com minha irmã e meu sobrinho). Mas sei que ela gostaria que fosse diferente.

Agora BOM mesmo é esse clip que você colocou com a magnífica Kate Hepburn! Como você se lembrou dessa cena? Tinha visto o filme recentemente? Fiquei com vontade de vê-lo novamente.

Beijo. Te adoro!

Ruy disse...

Poxa... Que pena que você não vai no programa da gimenez, assisto todos os dias, rs.

Brincadeiras a parte, minha mãe faz tem a mesma ideia do que a sua, de que é preciso "cuidado". Sigo mostrando pra ela, dia após dia, que esse cuidado deve exisitr, mas não tem nada a ver com revelar ou simplesmente não esconder a orientação sexual.

Ótimo texto (como sempre)!

Anônimo disse...

EM UMA ENTREVISTA AO PROGRAMA AMAURY JUNIOR A SEMPRE DIVA CARMEN MAYRIN VEIGA FOI PERGUNTADA SE DEPOIS DA DERROCADA FINANCEIRA MUITOS AMIGOS TINHAM SE AFASTADO, ELA RESPONDEU "NAO, PORQUE OS QUE SE AFASTARAM NAO ERAM AMIGOS. E QUE NA VIDA TEMOS QUE ESTAR EM PAZ COM NOS MESMOS, NOSSA FAMILIA, COM NOSSA FÉ(SEJA QUAL FOR)E COM NOSSOS AMIGOS ( OS DE VERDADE) PQ O RESTO É APENAS RESTO."
O DIA QUE MINHA MAE ENTENDEU QUE NOSSA RELAÇAO E NOSSO BEM ESTAR ESTA ACIMA DO QUE OUTROS PENSAM OU ACHAM TUDO SE FEZ NOVO.E ASSIM QUE TEM QUE SER EM TUDO!! ABRAÇO FABIO TABALIPA
OBS. AMIGAS COMO DA SUA MAE O INFERNO ESTA CHEIO.

Introspective disse...

Obrigado a todos pelo apoio! Moacir, a citação da Kate Hepburn foi dica de uma pessoa muito bacana que estou conhecendo.

Don Diego De La Vega disse...

Caralho....

Pior que vou engrossar o coro ao dizer q a minha mãe pensa da mesmíssima maneira....
E eu me exponho muito mais q vc no meu blog...

Falando dessa "amiga" da sua mãe....nem vou começar a meter o pau na característica fofoqueira e intrigueira da maioria das mulheres pq...vc já sabe o q eu penso sobre isso. ;)

Ivo disse...

Amigo, de novo, parabéns! E conte comigo pro que precisar. Você é daquelas pessoas positivas, que, no clichê etílico, sabe fazer uma (deliciosa) caipirinha dos limões que a vida inevitavelmente nos oferece. Grande beijo.

Ivo disse...

Adendo: o vídeo é o máximo, hahahaha... Beijo e até mais tarde!

claudio carvalho disse...

QUERIDO THI, QUE DESAGRAVEL... CONHECENDO SUA MÃE, IMAGINO COMO ELA DEVE TER FICADO BEM MAL, E ELA NÃO MERECE... NEM VC.
DEPOIS ME PASSA O NOME DESSA "AMIGA" QUE EU JÁ COMENTEI DESSE CASO COM O "CHEFE"... PODEXAR O DELA TA GUARDADO.
BJ

thiagocangaceiro disse...

O último parágrafo foi o que mais me deu emoção, como eu queria juntar as escovas de dentes com um cara sábio e grande como você, eu ando pedindo tanto isso... Aqui eu estou querendo te dar um puta abraço cara, parabéns pelo post Thiagão!

Lobo Cinzento disse...

Nossas mães poderiam dar as mãos e sair cantarolando floresta adentro...

Mas eu paro e penso: sabe, poderia ser pior. Me contento muito com a forma que as coisas estão, embora desejasse muito que fosse melhor...

dogmanstar disse...

acho que o pior aqui é 'o que os outros vão pensar/fazer/dizer' e não sobre você mas sobre os que o cercam ou seja que você seja gay tudo bem mas que os outros me apontem pela sua gueizice...são outros 500..
mas sua postura está certissima e o posto maravilhoso

K. disse...

Uma amiga passou pela mesmíssima situação, mas a mãe dela já lidava muito bem com o fato e mandou a vizinha ir tomar conta da própria vida.

(Não resisto, posso fazer uma correçãozinha? Não se morre de AIDS. A expressão é usada erroneamente, mas, de fato, o HIV não é capaz de matar um ser humano.)

Introspective disse...

Eu sei, K. Morre-se das doenças oportunistas. Mas, no imaginário materno, é "morrer de AIDS" mesmo, assim como quem se veste de mulher é "travesti", sacou? ;)

Caju disse...

Nossa, a máquina de lavar aqui de casa quebrou. Será que essa desocupada não quer vir aqui dar uma mãozinha e parar de se importar com a vida alheia? Francamente, viu? Ninguém merece.

No mais, admiro muito quem consegue lidar tão bem com a sexualidade em relação aos outros. Não me vejo preparado para me 'assumir' sem pensar, automaticamente, que posso ter de viver fora de casa...

Bjos

Junior disse...

Mais do que ter consciência, é preciso verbalizá-la. Bravo!

Bel Ami disse...

Aiai!
Minha mãe, mesmo depois de 8 anos na espanha, morando em bairros naturalistas e convivendo com homossexuais bem sucedidos ainda pensa igualzinho a sua mãe.
Já desisti de ve-la mais tolerante.
Saí de casa e não pretendo tocar nesse assunto tão cedo.

Texto ótimo!
Bjos!

Paulo Ronison disse...

É isso aê, acho que estamos construindo um novo momento social sobre comportamento. Acredito que situações como essa serão cada vez mais comuns, e atitudes serenas como a sua vão tornar "normais" e sem importância fofocas vindas da tal "amiga da onça" que ligou para a sua mãe.
O fato é que temos q encarar tudo isso com maturidade, e com a responsabilidade e respeito aos sentimentos de quem gosta da gente, mas sem nunca se anular diante de fatos como esse!

Leo Maia disse...

Thiago,
Li essa matéria na JUNIOR e nem ela, e muito menos as outras têm qualquer pitada de mau gosto ou afetação. Mostrei pra meu cunhado (hétero) essa revista e a primeira reação foi de piadinha, mas bastou ele folheá-la para ver que não era nada do que ele supunha. Até elogiou a diagramação, os textos e reportagens.
Adoro seu blog, adorei vê-lo tendo seus textos reconhecidos na revista e quero mais é que essa amiga da sua mãe se dane.
Há dois anos minha mãe sabe da minha sexualidade, bem como meus irmãos e amigos. Isso basta! Só preciso do reconhecimento deles, o resto que se F.
Também acho desnecessário ficar gritando aos quatro ventos que sou GAY, afinal, isso não muda nada na minha vida.
Enfim, cara. Daqui a pouco sua mãe esquece do ocorrido, e talvez, da amiga maligna. Enquanto você continuará com seus amigos, oportunidades mil, leitores e fãs, como eu.
Forte abraço!!

Rogério Leal disse...

Primeira vez que escrevo(apesar de há um ano ser teu leitor),só pra te dar os parabéns: pelo texto excelente como de costume e por entender a vida e a tua sexualidade de maneira tão naturalmente bonita. Sinta-se abraçado e seja muito feliz, querido!

tommie disse...

Bem ou mal, nada é à toa, de alguma forma isso já transformou as pessoas envolvidas, e é assim que se cresce, muda, se descobre um novo olhar, uma outra forma de viver e, principalmente, é assim que se descobre - em si mesmo - a generosidade de se colocar no lugar do outro.

Anônimo disse...

Querido, parabéns pelo belíssimo texto, sugiro que dê para sua mãe ler, bem como os comentários, ela só poderá sentir mais orgulho do seu filho. Grande abraço, Márcio G.

Eduardo disse...

Também compartilho do mesmo perfil de mãe. Particularmente, acho que, na maioria das vezes, é mais uma questão de liberdade do que de sexualidade: o medo de nós, filhos, sermos livres para darmos o rumo que quisermos a nossas vidas (e sofrermos todos os seus reveses), as impede de reconhecer um modelo de vida alternativo (e, é claro, associado a vários padrões negativos). Afinal, quem é menos intolerante: a mãe e suas convicções, que não aceita o filho gay, ou o filho gay, que não aceita a mãe e suas convicções? Confesso que ainda não encontrei uma resposta.

Marcos SC disse...

Acho que o seu exemplo já deve ter sido algo revelador (no bom sentido, claro) para os pré-conceitos e preconceitos da amiga de sua mãe. Às vezes não é preciso fazer nada pra ser um exemplo pras pessoas, basta ser quem se é, com toda a naturalidade envolvida.

jorge guimarães disse...

sua mãe não deve ficar preocupada, pois tem um filho que manifestação pura de inteligencia, conhecimento e sensibilidade, e no minimo motivo de orgulho. acompanho o blog a algum tempo e fiquei feliz com a reportagem da junior, pois amplia o alcance desses textos, que sempre que posso, recomendo.

abs

railer disse...

eu li a revista e também não vi nada demais, aliás, achei muito bacana a matéria.

infelizmente enquanto isso ainda for visto como algo errado e do qual ninguém deve se orgulhar, vai existir gente assim.

já dizia o milk que se todos se assumissem e em cada família existisse pelo menos um gay, todos se respeitariam mais já que teriam 'a questão' dentro de casa.

Igor disse...

Thiago, faça o jogo da Poliana e sempre veja o lado bom das coisas. Leve com bom humor, mesmo que este seja clorídrico, inocente, nonsense, enfim...rs Sorria, e continue assim, garotão!

Abraços sinceros