segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Pipoca cor-de-rosa


E cá estou, investindo meu feriado em mais um Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual. O Mix fez 18 anos, idade em que os homens são obrigados a se alistar no serviço militar, o que inspirou a simpática vinheta acima. Tenho grande carinho pelo festival, que acompanho desde que troquei a esfiha pelo kibe (e lá se vão doze anos!). O fervo já não é mais o mesmo de outros tempos (o povo que freqüenta hoje parece mais velho e cansado), mas o clima ainda é gostoso e dá para encontrar amigos e conhecer gente nova nas filas. A programação, como sempre, é um tiro no escuro: metade dos fimes você aplaude de pé, a outra metade você sofre para chegar ao final (nesta edição do Mix, já saí três vezes da sala antes do fim da exibição).

Dos longas que vi até agora, meus favoritos foram o adorável "Bear City" (história de um rapaz lindinho que procura seu papai urso, cheia de personagens carismáticos) e a comédia "Violeta é Tendência" (os gays norte-americanos sempre foram caricatos demais pro meu gosto, mas o filme é divertido). Dos curtas, adorei "O Bolo", sobre uma doméstica evangélica que acha um bolo de chocolate diferente na geladeira do patrão, e "Eu Não Quero Voltar Sozinho" [trailer abaixo], provavelmente o retrato mais fofo e delicado que eu já vi sobre a descoberta da sexualidade! O festival vai até quinta-feira (18/11), e a programação completa, vocês encontram aqui.

[UPDATE: Acabo de ver Contracorriente, que abriu o festival em sessão fechada e acabou tendo exibição extra. É um drama rasgaaado, história de um triângulo amoroso entre um pescador, sua esposa grávida e um artista forasteiro, com bela fotografia e atuações idem (incluindo uma sósia da "top DJ" Ana Paula como a esposa traída). Vai estrear em circuito em março e recomendo vivamente! Os cariocas poderão ver antes, na sessão especial que o Mix Brasil promoverá no Odeon, dia 26/11, às 21h, junto com os curtas premiados em SP].

7 comentários:

Paulo Braccini disse...

OMG! e ainda tem gente q reclama de Sampa ... inveja grande dos Paulistanos ...

bjux

;-)

railer disse...

pena que o mix não acontece mais no rio...

Introspective disse...

Railer, o Mix passou por tantas dificuldades financeiras que, até o último momento, até a edição paulistana estava ameaçada de não acontecer. Mas vai acontecer um bafonzinho aí no Rio no finde que vem, no Odeon. Dá uma olhada no site do festival :)

K. disse...

O problema do Festival Mix Brasil é o mesmo da Mostra Internacional de cinema: ao se partir do princípio que o independente, obscuro e com menos capacidade para atrair distribuidores é bom, ocorre uma falha grave. Ingmar Bergman já dizia: minorias têm defeitos como todos. E o que ele dizia dos seres humanos aplica-se às obras cinematográficas, como ele, obviamente, sabia!

As curadorias precisam ser bem menos indulgentes.

CriCo disse...

A-M-E-I a analogia da esfiha e do kibe... :D

Don Diego De La Vega disse...

Eu confesso q sinceramente ando meio sem saco pra ir ao cinema ver filmes de temática gay....

A imensa maioria dos filmes já está em DVD na Amazon ou disponível na net pra download....

Wans disse...

Eu queria muito ver o curta do Daniel, pois amei Café com leite.
Dos curtas, curti The Lady is Dead e I Want Your Love que eu já tinha postado lá no blog. Dos filmes, gostei de O Homem no Banho e LA Zombie.
Uma coisa que me irrita é, porque existem pessoas que vão ao cinema pra conversar? Percebi como alguns gays gostam de ferver dentro da sala de cinema. É Uó!

Aquele vídeo, eu vi na seção de curtas pornôs do Mix na quarta-feira. Ea doraria postar um novo ménage. Melo e eu andamos devendo um.

bj, Thi