domingo, 30 de março de 2008

Megga Fun: o segundo peixe grande no aquário

Depois de longos meses de gestação, ontem finalmente a noite paulistana ganhou um segundo grande clube gay: a Megga Fun, que abriu suas portas numa travessa erma da avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda. Na porta, o drama típico de toda inauguração: filas quilométricas, estacionamento lotado e carros quase que empilhados uns sobre os outros pela rua. Amigos meus chegaram ao ponto de estacionar na Flex e pegar um táxi (“Pelo menos para isso a Flex vai continuar servindo”, alfinetou um deles). Transtorno sim, mas também sinal de que o basfond prometia.

A imponente fachada, que já havia sido divulgada para a imprensa por fotos nos blogs afora, tinha até um certo quê da The Week. Aliás, no inconsciente coletivo, todas as questões e expectativas em relação à nova casa tinham a ver com a TW: será que a Megga é maior e/ou melhor e/ou mais bonita? Será que vai desbancar a TW e se tornar a “boate número 1” de São Paulo? Depois que a TW ditou novos padrões, não tem jeito: qualquer outro clube grande que apareça na cena gay vai carregar o peso da comparação. Mas essa resposta eu vou deixar para o final do texto.

Em termos de instalações e estrutura, a Megga Fun é uma casa do mesmo porte da The Week – com semelhanças e peculiaridades. Na entrada, após ser revistado e pegar a comanda nos caixas, você atravessa uma porta e chega ao primeiro ambiente, que a casa chama de lounge. É um espaço retangular, amplo, que serve como átrio de circulação para os demais ambientes, mas não deixa de ser uma pista. Uma das paredes possui painéis coloridos piscantes, adaptando a idéia da pista 2 da TW (que, por sua vez, bebeu na fonte do D-Edge). O DJ do lounge não toca no mesmo nível do público, mas do alto de uma espécie de balcão elevado, como um mezanino.

Atrás do lounge, isolada acusticamente por duas portas de vidro, está a pista principal. Quadrada e com pé direito bem alto, dá a impressão de ser mais ampla do que a da TW. Nas laterais, há discretos camarotes, com sofás brancos, e paredes com painéis d’água iluminados, que parecem aquários e vão mudando de cor. No meio da pista, um bar quadrado (que precisa de mais gente no atendimento!); entre o bar e o palco onde o DJ toca, dois queijos para go-gos dançarem e fervidos em geral darem pinta. Projeções no palco e na parede dos fundos (bem bacanas) e raios laser coloridos (que já estão meio saturados, né?) completam os efeitos visuais. O som é alto (até demais) e o ar condicionado dá conta do recado – mesmo com a muvuca da inauguração, ninguém passa calor. Gostosa de dançar, a pista será excelente para eventos eletrônicos paralelos nas noites de sexta (a Megga só funcionará aos sábados).

Nos fundos, os banheiros e os caixas mostram que a MF fez a lição de casa direitinho – a vantagem de ter demorado para abrir foi justamente poder ajeitar os detalhes com calma, sem falhas de acabamento típicas de quem inaugura às pressas (Ultra Diesel, Studio Roxy). Os banheiros são impecáveis, com arrojadas pias em mármore negro, cabines de sobra e um espaço para o povo que adora ficar de fofoca por ali (tipo o Gui). Os caixas são muitos, rápidos, aceitam todas as formas de pagamento e tratam o cliente com cortesia. Aliás, todo o staff da casa foi muito bem educado, o que não deixa de ser outra (boa) influência do padrão TW de qualidade.

Cruzando a pistona e voltando para o lounge, mas pelo lado oposto, chega-se a um anexo com um café e uma pequena parte ao ar livre, com algumas mesas e guarda-sóis. Essa área não me agradou: ela destoa completamente do resto da casa. O café não tem charme algum e parece um daqueles cafés de cinema de bairro; no balcão, há uma daquelas estufas de boteco, com coxinhas (!) e baurus (!!!) à venda. OK, eu até gosto de coxinha, mas acho totalmente inadequado um troço daqueles dentro de um clube. Tem até coifa no teto! Imagina só você chegando na pista com duas coxinhas e uma coca na mão... falta só o molhinho de pimenta! E as mesas lá de fora são idênticas às do Black Dog da Al. Joaquim Eugênio de Lima – fiquei esperando alguma biba aterrissar com uma bandeja com dois cachorros-quentes cobertos de batata palha e purê... viva a área externa da The Week!

Mas esses são detalhes até bastante pequenos. Talvez colocando umas plantinhas lá fora e trocando os salgados de padaria por algo menos gorduroso e antiestético (sanduíches naturais? temakis? açaí? precisa mesmo ter comida?), o aspecto fique melhor. Ah, e uma iluminação melhor em cima do DJ da pistona. Mais do que esses detalhes, porém, o que preocupa mesmo é a questão do estacionamento – a casa precisa pensar com urgência em uma solução melhor para acomodar a demanda, e de preferência num lugar que não leve meia hora até o seu carro chegar de volta. Senão, quando chegar a Semana da Parada, a Flex vai acabar ficando sem vagas...

O som da Megga Fun não chegou a me emocionar, mas também não posso deixar de ser justo com eles. A linha musical superpintosa do Paulo Ciotti sempre me desagradou (desde a época da Level), mas o som dele no lounge estava até bem agradável. E, na pistona, o simpático Paulinho Agulhari acertou a mão e equilibrou no set dele momentos mais gays e outros mais eletrônicos, mantendo a pista acesa e conseguindo agradar a todos – o que é especialmente difícil quando se está diante de um público heterogêneo como o da casa.

E bota heterogêneo nisso: tinha de um tudo na pista da Megga. Habitués da Bubu (cujos sócios são também os donos da MF), alguns club kids novinhos da Flex, outros mais velhos, um punhado de descamisados da The Week, héteros do bem, meninas... todo mundo se divertindo feliz, beijando muito, sem muito carão nem colocação. Inauguração é sempre um balaio de gatos, vamos ver como a casa irá definir seu público nas próximas semanas.

No geral, a casa é legal, sim. Se não fiquei boquiaberto e de queixo caído, foi porque, depois que a The Week inaugurou a era da grandiosidade, ficou cada vez mais difícil para um novo clube causar impacto. Mas a Megga Fun é um espaço bonito, grande, confortável e que tem tudo para emplacar, ainda mais se lembrarmos que muita gente já não se satisfazia mais só com a TW. Toda casa vai fazendo ajustes quando abre (comparem a TW 2008 com a TW 2004); até que a MF abriu bem acertada, com poucas mancadas e muitas bolas dentro. Na Semana da Parada Gay, o clube deve bombar, especialmente se tiver a preocupação de investir em bons DJs convidados (aliás, não pode ser só na Parada, não; para a casa se impor, seria de bom tom receber uma atração de fora por mês).

Agora, para encerrar: a Megga Fun derruba a The Week? Não. Existe uma numerosa parcela do público da TW que dificilmente vai se interessar pela nova casa: as barbies. É na casa de André Almada que os melhores corpos se reúnem, e vai continuar sendo assim. Até porque todos eles se conhecem e formam ali uma grande e unida família, junto com os queridos DJs Cecin, João e Pacheco, a Grá e o próprio Almada. Prova disso é que, tirando uns poucos curiosos, boa parte dos fiéis do templo TW ignorou olimpicamente a inauguração da Megga e foi prestigiar a Babylon de sempre, que teve sua lotação inabalada. E os que foram estranharam o ecletismo da pista - preferem dançar em uma pista onde todos sejam iguais.

Engana-se, porém, quem pensa que a Megga se importa com isso. Dá para ver que os dois clubes tem propostas e públicos-alvo bem diferentes. A TW sempre teve a pretensão de ser o clube das "finas", das "tops", sempre flertou com o jet set e os "formadores de opinião"... uma preocupação que a MF simplesmente não tem. A própria Bubu cresceu completamente "na dela", conquistou seu espaço e seu público sem fazer alarde nem puxar o tapete de ninguém. A Megga promete ir no mesmo sentido. E será que ela precisa mesmo roubar o público da TW? Parece que não: a noite de ontem, com as duas casas lotadas, mostrou que existe espaço para ambas. Só não sei se sobra espaço também para a Flex. Rodrigo Zanardi vai ter que pensar, rápido, em alguma repaginada incrível, se não quiser ver seu espaço deixado de lado, pelo menos pelo público gay razoavelmente qualificado.

25 comentários:

Alexandre Lucas disse...

Mesmo tendo acabado na boa e velha TW, tive uma idéia da casa nova pelo seu post. Boa semana e bom tê-lo visto sábado =)

Zephon disse...

Bom, eu estava na inauguração e vou aproveitar o espaço para deixar o meu review.
O ambiente e a decoração, ótimos, porém a área externa realmente deixou a desejar um pouco. Os banheiros são lindos e para as bees fofoqueiras, se fosse um espaço cheio de espelhos (mas que não tira a privacidade dos mictórios) nas boates da minha cidade, "separa que é briga" o tempo todo. A respeito dos caixas e da recepção, realmente, foi o atendimento mais rápido que eu já passei e que não ficou enrolando para quem paga com cartão.

Eu só ainda acho que essas comandas deveriam ser informatizadas: pulseiras ou cartões para os clientes e PDA's para os bartenders, que tal? Bem melhor e mais fácil de controlar do que os papéis que sempre tem alguém perdendo. Aposto que se a TW fizer isso, até pubzinho da Augusta vai ter, porque o lucro que a boate ganha com comandas perdidas não deve ser nada, comparado com quem consome mais de 200 numa noite...

A iluminação: Faltou um pouco nas cabines dos DJ's, exatamente por serem mais altas. Acho até digno onde colocaram os DJ's, porque assim não tem aquela "Heleninha" que pede músicas nada a ver, como se fosse "Bota um mambo, DJ!" mas assim nós nem vemos quem está tocando. Quem vai reconhecer e dar valor em outras festas ou para os dj's convidados? No demais, está perfeito. Os lasers não vão sumir enquanto não trouxerem coisa mais cara. Acho que poucos perceberam a ambilight nos bares.

O som já observei um grande problema na pista maior... Eu e meus amigos saimos quase surdos de lá, e nem ficamos "fritando" de frente para as caixas não, foi só de passagem de uma pista para outra, exatamente quando o DJ tocou "Take On This" do Robbie Rivera. De que adianta várias caixas de som empilhadas em dois cantos da cabine DO LADO da passagem com o volume super alto para chegar até o fim da pista? Ok, o som tem só 2 canais, não é uma sala de cinema, tem problema de eco e balanço do som mas, foda-se, melhor isso do que deixar os freqüentadores surdos.

Quanto as músicas, percebi uma ótima estratégia que os DJ's com produções próprias poderiam adotar no espaço da boate: Enquanto em uma pista um DJ residente toca as músicas mais conhecidas, populares e super queridas do povo, na pista maior o DJ convidado poderia fazer seu trabalho direito, sem se preocupar tanto com a recepção do público que não tem tanta "bagagem musical", por exemplo: SE o Offer Nissim fosse tocar alguma vez nesse semestre na Megga Fun, é lógico ele poderia abrir o set com Happy People ou The Flame (as mais recentes com introdução no som original) ou qualquer outra música própria com uma re-edição, mas não teria que ressuscitar os hits velhos dos anos passados como Searching, Alone, Be My Boyfriend, Perfect Love ou For Your Love porque outro DJ estaria fazendo esse trabalho na pista menor. Daí seria mesmo como ter um DJ convidado e não um "showzinho" só para agradar as massas, que vivem dizendo que os DJ's internacionais não mandam tão bem assim quando tocam músicas que só depois de seis meses viram modinhas, como por exemplo, "With Every Heartbeat" da Robyn (já lançou depois o single "Be Mine" e agora "Who's That Girl") e "R.I.O" (lançado em setembro de 2007), que foram as "gongadas" da B.I.T.C.H desse ano pelas bees desinformadas. Na pista lounge, tocaram umas músicas bem velhinhas ou manjadas, não que isso seja ruim, para uma boate do tamanho e projeto da Megga. Na outra pista, até música que algumas rádios tocam com aviso de ser apenas "bootleg" foi bem recebida pelo público que não parava de dançar.

...Ou não, porque alguns "doceiros" já estavam com seus óculos escuros e andando meio descoordenados, seja pela luz (que não era do sol nem do bronzeador artificial) ou pelas balas (calma, eram poucos os que realmente estavam parecendo Ray Charles). Quem não vê malícia, acha que é só estilo ou para estampar o "Prada", o "D&G" ou o "Armani" e caga no maiô fazendo o mesmo. Mas alguns usuários da farmácia popular por aí, da TW, das raves e das pool parties se não usassem só para visualzinho, já teriam tombado E MUITO, direto pro Denarc. Tirando essa implicância mais que pessoal, seria interessante se vários públicos freqüentassem a casa, mas com tantas opções, isso não vai acontecer e nem acho que seja problema tão sério para a Flex. Ok, em menos de 10 minutos que eu botei o pé na boate já apareceu alguém querendo me beijar, o que numa The Week ou Flex demora 1 hora e na Bubu acontece na fila, e fui "forçado" a fazer carão de tão apelativo, mas daria para cada tribo encontrar seu comum ou "genérico eclético" lá dentro.

Zephon disse...

Um detalhe que esqueci de escrever: No fim da balada, serviram café da manhã de graça. As coxinhas já tinham acabado, mas sobraram alguns salgados que ficaram "free" e além dos chás e cafés, colocaram 6 bandejas com baguetes de presunto, queijo e alface e outra com salgadinhos tipo Club Social. Eu, que não tenho fachada de classe alguma e só tinha a sustentar minha fome pós-balada, devo ter pego uns 80cm só desse lanche natural, que da mesma forma que você sentiu falta nas estufas, eu compraria no fim da balada, se não estivesse de graça... rs

beto disse...

eu adorei ler o seu comentário, pois cansei de muvuca de inauguração, então soube como foi pelo seu blog. se o lugar é bom mesmo, sobrevive e dá para ir mais tranquilo depois.

achei interessante seu comentário sobre a flex. depois de ir nas primeiras semanas, fui lá novamente num sábado há 2 semanas. entrei de graça, como acho que a grande maioria tb, fiquei 15 minutos e fui embora. não era meu público.
estava bem cheio, mas tiveram que apelar pra deixar muuuuita gente entrar de graça.
não parece um bom sinal... os donos vão investir na casa se não conseguem atrair pagantes?
acho uma pena, pois SP bem que poderia ter várias opções de mega-clubes.
a concorrência faz bem e não deixa ninguém, nem a TW, ficar complacente.

MARCUS disse...

OLÁ. INFELIZMENTE, ACHO QUE A FLEX JÁ ERA. FAZ MUITO TEMPO QUE NÃO VOU, DESDE QUE A ENTRADA GRATUITA VIROU NORMA E AS FILAS SE TORNARAM GIGANTESCAS. E O PÚBLICO NÃO ME AGRADA EM NADA. NÃO FUI À INAUGURAÇÃO DA MEGGA POR CONSELHO DE QUEM TRABALHA LÁ, POIS ME DISSE QUE, SOMANDO TODOS OS NOMES DAS LISTAS DA CASA (DOS DJ'S, ROVI, ETC.) HAVIA PERTO DE 5 MIL PESSOAS. ESPERO QUE SE MOSTRAR, NO DECORRER DO TEMPO, QUE É UM BOM CLUBE, CONTINUE. MAS BEM QUE PODERIAM INOVAR UM POUCO NO SOM, PQ CÓPIA DE TW JÁ ESTÁ ENCHENDO O SACO (FUI PARA A TW NESTE SÁBADO E O SOM ESTAVA UMA DROGA, PIOR QUE O NORMAL). SEI QUE CASAS ASSIM NUNCA TERÃO A QUALIDADE MUSICAL DE UM D-EDGE, MAS PRECISA FICAR TOCANDO TANTO "TRIBAL" (ENTRE ASPAS MESMO, PORQUE TRIBAL DO BEM NÃO É ISSO QUE SE OUVE POR AÍ...)?

JamaL disse...

obrigado pela visita...

volte sempre..

abração

CARIOCA VIRTUAL disse...

Post perfeito!

A*K*A disse...

Oi Intro, ia fazer um comentário, mas ficou tão grande que resolvi transformar em um post no meu blog. Se quiser ver dá uma olhada em "E mais do mesmo outra vez..." em Vida gay Inteligente na Internet.

Abração

Gui disse...

Thi, vc é imbativel. Eu ja imaginei a buatchi toda. Acho que nem preciso ir lá pra conhece-la, ja to satisfeito....rs

Mentira, o banheiro chamou a minha atençao. Deve ser o melhor lugar da casa!

Quanto a Flex, vc escreveu os meus pensamentos: vai ter que rebolar, rebolar, rebolar.

Agora é esperar a programaçao e arrumar as agendas!

Anônimo disse...

Sendo bastante crítico, acho que a Mega não impressionou em nada (apesar do nome grandioso). Começando pela chegada com o estacionamento lotado e o pessoal somente sendo avisado na porta após 30 minutos na fila do estacionamento. Dai tendo que se arranjar parando na rua e pagando R$15/ 20 sem a garantia de encontrar seu carro ileso na saída. Aliás encontramos um carro com vidro quebrado logo na saída e torci para chegar são e salvo no meu carro pois o lugar é bastante perigoso. (Deixa só os "Manos" saberem que as bibas estão dando sopa no pedaço no final da noite). Acho que a casa deveria colocar mais seguranças no pedaço.

Na entrada tudo bem que era inauguração mas a bagunça era total com ninguém informando nada e um monte de gente furando fila, etc. Achei que faltou mais organização e empenho das hostess.

Quanto a casa lembrou muito a TW, o Lounge tinha um quadro luminoso que mudava de cor... Eba ! ; o som da pista principal estava muito mal distribuido e estourando os timpanos do pessoal logo na entrada. Tiveram a idéia de colocar o bar no meio da pista (estranho) para não "copiar" muito o layout da TW mas esqueceram de colocar pessoas interassadas em atender. Tentei pegar um drink umas 3 vezes e só tive sucesso no Lounge onde os bartenders eram mais atenciosos. Também o camarote ao lado da pista não é muito inteligente porque além intimidar o público com os seguranças também não dá nenhuma privacidade aos VIPS. (Já imaginou o Gianechini em um deles ?). A música também não trouxe nenhuma novidade e foi a mesmice de sempre.

Acho que o grande erro da casa foi tentar seguir o padrão TW sem conseguir alcança-lo o que é muito triste. Em resumo, eles poderiam ter criado uma nova alternativa de clube mas infelizmente faltou criatividade e ousadia. O tempo dirá mas na melhor das hipótesis ficará como uma segunda alternativa.

Vítor disse...

O que mais me chamou nessa Megga Fun é o nome cafona. Depois de ler que é dos donos da Bubu e depois de dar uma conferida no site, eu entendi bem a proposta da coisa. :D

Ah, já vi que atualmente existe uma tendência de batizar os novos clubes com nomes duplos cafonas: Megga Fun, Lounge 69 (total sauna!), Ultra Diesel (ahn?!) e Studio Roxy.

Olha que eu achava a profusão de nomes sem-graça com "the" na frente (TW, The Place, The House, etc - zzzz) um saco, mas estou mudando de idéia. De qualquer forma, saudade de nomes diferentes como X-Demente, D-Edge, A Lôca, Fosfobox...

Quanto a uma eventual necessidade de mais uma mega-boate-tecnológica "de 1° mundo" para tocar tribal-pinta-bate-cabelo, eu nem vou me manifestar, pois vc deve estar cansado de saber o que acho a respeito, hehe.

Bjs!

PS: Acho que o mostruário com coxinhas de galinha deve ser a coisa mais bacana e original desse lugar!

cdossi disse...

Coxinha? Bauru?
Uma vez vi o Fotolog de um guri com a legenda: "Eu comendo risolis na Tunnel". Come mas não coloca na roda, né? HAHAHAHAHAAHAHAH
Sei lá, medo de comida em balada.
Sempre tem um trailer pela redondeza, mata um prensadão depois.
E nome seria ótimo se fosse "Mega", sem o segundo "g" e (muito menos) sem o "Fun". Mesmo porque, ao falar, vão encurtar o nome de qualquer jeito.
Bacio.

Alberto Pereira Jr. disse...

Como sempre uma descrição bastante criteriosa e detalhada da balada.. adorooo;. não fui na parte externa da Megga Fun.. mas coxinha não dá né?

Bom eles fizeram bonito na estréia, sem dúvida.. e o público estava muuuuuuito heterogêneo.. mas tb bem cara de bubu no sábado.. e com certeza o público TW não vai trocar a casa pela MF...

não sei tb se o Rodrigo Zanardi da Flexx precisa se preocupar tanto.. me disseram que a casa tava cheia no sábado.. tudo bem que o público da MF é bem mais a cara da Flexx.. mas São Paulo tem tanta gente.. que acho q vai dar certo a convivência desses clubes...

só fiquei curioso pra saber como estava a BUBU...

Anônimo disse...

Discordo.
A The Week na época da inauguração também era um balaio de gatos e aos poucos o público foi se formando.
O mesmo pode acontecer com a Megga.
É só questão de trabalhar isso.
O importante é ter opção!
Estou super curioso e é pra Megga que eu vou no próximo sábado!!

A*K*A disse...

Oi introspective, tudo bem?

Primeiramente, desculpe-me por utilizar o seu blog para indicar o meu post. Mas esse texto era para ser apenas um comentário e ficou realmente impraticável um comentário de seis parágrafos (rs). Acabei tendo que fazer um post mesmo.

Concordo com você em absolutamente todo o seu comentário (deixado no blog), só me frustro quando vejo que todos os esforços dos empresários estão indo na direção de uma fórmula que eu consumo, mas não é a minha preferida.

Mais uma vez obrigado por ler o que eu escrevi lá. Sempre que eu tiver idéias nascidas da leitura do seu blog, mencionarei como fiz no post.

Abração

Xandecarioca disse...

Apesar de ainda não ser o meu "objeto de desejo" em termos de balada (como nenhum clube gay ainda é), fiquei entusiasmado com a Megga e sempre falo que noite é briga de cachorro grande.
Alguns saem perdendo, mas em geral o público sempre ganha. Quem sabe um dia alguém tem a sacada de fazer da música o seu grande diferencial. Agora uma coisa é certa: se inicialmente a idéia da MF não agradou ao habitués da TW, vamos ver nos próximos meses, com a propaganda positiva que quem esteve lá vai fazer. A seguir cena dos próximos capítulos.

mgerzely disse...

Darling, eu não estive na MF mas me senti lá com seus comentários!!! Sou da TW de "carteirinha", até pelo tratamento que me dispensam lá, mas vou conhecer a MF devido seu relato.Mais uma vez obrigado pelo seus comentários, gosto muito do seu blog e do seu humor refinado, na medida...bjo.

Estefanio disse...

Então vamos marcar um bate papo no banheiro?

Anônimo disse...

Intropectivo, otimo post, ouvi também elogios de amigos que foram a Megga e gostaram.

Definitivamente precisam resolver o estacionamento... uma vergonha diria Boris.

Agora algumas previsoes de Maomé, filho de mãe Dinah:

- TW ainda será o gás da Coca-cola. Contudo precisará de uma uma "prástica" para não envelhecer - alguns dizem que já anda meio caída e por isso anda mais escura. Enfim, o publico será o mesmo a dar as caras, mas para segura-los será necessário investir em inovacoes para se manter moderna . Outros DJ's convidados, aquela pista 2 merecerá uma completa reformulacao, melhores serviços, novos banheiros, e por aí vai...TW precisa investir mais na matriz original e para agradar seu público fiel, antenado e extremamente exigente (ou seja, bonitos - e alguns nem tanto - e chatos).

- Megga será um Guaraná (para acompanhar a coxinha - ou uma pizza). Reduto das sapas, dos boys, com um apelo mais "pop", dos que querem mais beijo e menos ostentação, dos que se cansaram da TW (mas que na outra semana estarao de novo falando oi pra Grá), enfim...uma diversidade e uma caixa de surpresas, sem tanto glamour e até meio breguinha, mas com um clima diferente, tipo boate de Campinas(The Club) ou como era a BASE nos bons tempos de maior ingenuidade...

- Flexx. Será a Tubaína. Tem que fazer algo para não sumir. Sugestoes? fazer uma piscina maior para uma pool party, fazer um flexx-dark room, parar de querer ser a TW, inovar na Parada,contratar a Marcia Pantera...enfim...se encontrar! Afinal, qual a proposta da Flexx?

- Pool Parties. Os ponches de vinho sangue de Boi. As festas ao ar livre improvisadas em lugares distantes continuarão, mas só darão certo no verão e se não trombarem com os 3 acima e nem com agentes disfarcados e loucos para dar o bote.

- Blue. O Salton com gás (não é aquele sem gás que a Lindinalva serve, mas ainda assim é Salton quente!!!) A Blue é a Blue e será assim até daqui a vários anos,longa vida a Blue.


Maomé, filho de Mae Dinah
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Clebs disse...

Eu sabia que iria ficar ao menos curioso para saber como foi a primeira noite. E tinha certeza que vc iria detalhar aqui...

Quando ia à SP, vou conhecer a casa para tirar uma péssima impressão que tenho da Bubu e contrapor minha visão que tenho da The Week.

abração!

Anônimo disse...

E a rua Augusta acaba de ganhar mais um clube com foco nas meninas, que, segundo a assessora de imprensa, pertence à proprietária do finado BarDaGrá: refiro-me ao Studio Roxy, naturalmente. Pergunta que não quer calar: será que a rua Augusta tem espaço para MAIS UM clube igual a tantos outros que já existem no local? Sim, porque, embora a proposta do Studio Roxy, segundo a referida assessora, seja "selecionar" o público, inclusive por meio do preço, vamos e venhamos: além de a nova casa carecer de charme, não é para a rua Augusta que o público LS mais sofisticado e glamouroso - as "lesbian chics" - vão, né? Parece até que a Grá esqueceu a lição dos áureos tempos do BarDaGrá, que no início atraía somente mulheres de alto nível e, não por acaso, estava localizado na rua Adolfo Tabacow, um local infinitamente mais nobre e atraente para as sophisticated ladies que a decadente rua Augusta. Vejo, aí, duas soluções. Primeira: o Studio Roxy assumir sua vocação para atrair o perfil de público feminino que freqüenta aquela rua e nivelar o preço conforme os preços praticados pelos clubes da região, a fim de manter o empreendimento. Segunda solução: a Grá considerar seriamente a possibilidade de abrir um outro clube – este, sim, com preços mais salgados - e num local adequado para atrair realmente as dykes que o Roxy gostaria mas não tem condições de atrair: discretas, chiques, de classe. Sim, elas existem! E estão à espera de um lugar à altura, sofisticado, com som de qualidade e, fundamental, localizado em uma rua onde não corram o risco de quebrar seus saltos Manolo Blahnik.

Too-Tsie disse...

Realmente, comida em balada, coisa estranha né? Parece coisa de colégio, o petit cata o salgado e o refri e vai pra quadra (pista).
Se fosse um restaurante fino, como aquela balada ht, aí a coisa acho que pareceria melhor.

Espero que a concorrência acirre, e apareçam mais casas boas assim, público tem pra todo mundo.

Baiano disse...

Tiago, ler seu post sem conferir esses comentários já é uma heresia! kkkk

ah, como lhe acho no orkut?

abs :)

Anônimo disse...

Os comentários estão longuíssimos! Pelamordedeus,gente. Cada comentário um blog!

Gustavo Mazzutti disse...

adorei o post e com ele fui na inauguracao!
Legal e parabens