O festival gastronômico Restaurant Week já divulgou sua agenda para 2010. Assim como nos anos anteriores, os restaurantes participantes oferecerão menus completos, com entrada, prato e sobremesa, por R$27,50 no almoço e R$39 no jantar. Couvert e bebidas são cobrados à parte, assim como a doação (opcional) de R$1 por pessoa, repassada a entidades beneficentes.
O festival, que reproduz um formato criado em Nova York, terá doze edições brasileiras neste ano, e fará sua estreia em lugares como Vitória e Fernando de Noronha. As datas são as seguintes:
25/1 a 7/2 - Brasília
1/3 a 14/3 - São Paulo; Vitória; Olinda, Fernando de Noronha, Porto de Galinhas, Jaboatão dos Guararapes e Gravatá (PE)
10/5 a 23/5 - Rio de Janeiro
31/5 a 13/6 - Curitiba
19/7 a 1/8 - Brasília
9/8 a 22/8 - Recife
30/8 a 12/9 - São Paulo
18/10 a 31/10 - Rio de Janeiro
Datas a definir - Porto Alegre e Belo Horizonte [atualizarei o post quando forem divulgadas]
Quando os restaurantes de São Paulo publicarem os menus no site do festival (que ainda não foi atualizado), farei um post selecionando algumas sugestões.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Restaurant Week terá 12 edições em 2010
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Thiago Lasco
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Algumas dicas de Vitória e Vila Velha
Minha passagem pelo Espírito Santo foi curta e a pesquisa prévia que eu gosto de fazer antes de viajar foi bastante corrida. A chuva atrapalhou o passeio e me impediu de ver muita coisa. Por isso, eu não teria como fazer um mini-guia nos moldes do de Curitiba, por exemplo. Vou apenas compilar o que eu vi e descobri, sem nenhuma pretensão de ser completo, assim eu mesmo poderei consultar o texto quando chegar a hora de voltar a Vitória, onde meus novos amigos capixabas já estão esperando a minha visita (com muito sol, espero!).
PASSEAR
Cheia de verde e toda recortada pelo mar, Vitória é uma cidade agradável. A melhor combinação desses dois ingredientes, você vê na Praça dos Namorados, espécie de "Aterro do Flamengo" que envolve os prédios da Praia do Canto, e nas ilhas do Frade e do Boi, com casas de alto padrão e prainhas tranqüilas. O centro histórico está nas imediações da Cidade Alta, com um casario antigo que lembra Salvador - dá para visitar a Catedral Metropolitana e o Palácio Anchieta. O Parque da Pedra da Cebola é simpático para um piquenique. No capítulo praias, o calçadão de Camburi é bom para correr ou pedalar, mas para entrar na água o melhor é ir para Vila Velha, do outro lado da Terceira Ponte. A Praia da Costa e Itapoã (metades de uma mesma orla) são as mais bonitas, enquanto Itaparica tem um pequeno trecho gay. Ainda em Vila Velha, não dá para perder o Convento da Penha, no alto de um morro de onde se vê a Terceira Ponte e Vitória. Aliás, se você gosta de vistas panorâmicas, outra dica é o Parque da Fonte Grande, que tem a melhor vista da cidade (infelizmente, não pude ir por causa do mau tempo).
COMER
Comece o dia na Monte Líbano, na Praia do Canto, uma incrementada padaria de dois andares com farto bufê de café-da-manhã e bons sanduíches no cardápio. Tive um orgasmo com o café gelato (café, leite, leite condensado, ovomaltine, sorvete, chantilly e cobertura de chocolate). Para saborear frutos do mar e uma boa moqueca capixaba, o Pirão, o Caranguejo do Gil e o Partido Alto (que usa o logotipo da novela de mesmo nome, que passava em 1984) são tradicionais. Outras opções são o Caranguejo do Assis, sucesso absoluto em Vila Velha, e os vários restaurantes da Ilha das Caieiras, onde você almoça com vista para o manguezal. A Praia do Canto tem alguns lugares charmosinhos, como o Salsa da Praia, no shopping Day by Day, e o Quattro Fratelli, com público na linha "leitoras de Marie Claire" e um ótimo linguado recheado com damasco e bacon ao molho de queijo brie. Para um lanche saudável,
o Bully's tem um extenso menu com saladas, sanduíches, wraps, omeletes, vitaminas e pratos quentes (mas vá sem pressa, porque o serviço é em ritmo de ostra em coma). Os pastéis de camarão e de siri do Bar do Ceará, em Jucutuquara, são populares e têm recheio generoso. Entre os restaurantes mais caros, o júri da revista Veja premiou o Aleixo, mas meus amigos preferem o La Cave e O Mercador. Se a idéia é ver e ser visto, nenhum lugar é melhor que o Café Tabaco da Rua Joaquim Lírio, que tem fervo a qualquer hora e mesas numa varandinha agradável, com um quê de Zona Sul carioca. Mas o que realmente deixou saudade foi o japonês Sakê. Pedi um Sakê Maki Especial [foto] e um combinado Mix Show 45 (cuenda o nome pintoso!) e mal posso esperar para repetir a dose.
AGITAR
Assim como em várias outras capitais brasileiras, se você quiser ver homem bonito de verdade, terá que circular na noite hétero. Os "filés" de Vitória estão todos flanando pelo chamado Triângulo das Bermudas (ou simplesmente Triângulo), zona de bares alinhados nas ruas João da Cruz e Joaquim Lírio, na Praia do Canto. O Saidera faz o estilo do Tô Nem Aí da Farme: salão aberto para a rua, onde você pode pegar uma mesa alta perto da calçada e assistir ao vaivém de camarote. A bombação maior parece ser no Escritório, que até numa quarta-feira chuvosa estava lotado. Já o buxixo noturno dito "alternativo" da cidade acontece na despojada Rua da Lama, trecho da Rua Anísio Fernandes Coelho, no Jardim da Penha. Pelo que o povo descrevia, fui esperando encontrar algo entre a Lapa carioca, o Rio Vermelho soteropolitano e o Baixo Augusta, e por isso me desiludi um pouco. É um quarteirão com uns três botecos com mesas na calçada (o principal é o Abertura) e freqüência variada (incluindo GLS), mas não vi ali nada de especial. Tive uma impressão melhor da Move, a boate gay da cidade, que fica na Mata da Praia. Com dois andares, lembra a Refugiu's de Porto Alegre (sem a área externa) e tem sound system potente, tribal menos bagaceiro do que eu esperava e alguns caras bem gatinhos (fui na sexta, quando lota menos e dizem que a freqüência é melhor). Por fim, a cena eletrônica se movimenta em torno de raves esporádicas (especialmente de trance), com divulgação direcionada, no mesmo esquema discreto e semi-independente de sempre.
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Thiago Lasco
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4:58 PM
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Os encantos da Teresina do Sudeste
Quando surgiu a oportunidade de conhecer Vitória por conta de uma viagem de trabalho, eu não sabia o que esperar. Ofuscada pelos dois maiores centros urbanos do país, a capital do Espírito Santo é uma espécie de Teresina do Sudeste, que raras vezes desperta de seu sono profundo, renegada ao esquecimento coletivo. Mesmo as praias do litoral capixaba não recebem a mesma atenção de vizinhas ilustres como Búzios e Trancoso. Para não chegar lá totalmente perdido, tive que recorrer aos universitários: leitores do blog e amigos de amigos que moram lá. Ainda assim, aterrissei no minúsculo aeroporto da cidade sem saber muita coisa sobre ela.
E tive uma surpresa: Vitória é superfofa. Limpa e aparentemente tranqüila (para quem está acostumado com SP, Rio e Salvador), a cidade é toda recortada pelo oceano e tem alguns trechos bastante fotogênicos, incluindo um mini-Aterro-do-Flamengo, com parques, quadras e lazer à beira-mar. Ligadas a ele estão as ilhas do Frade e do Boi, com casas belíssimas e prainhas tranqüilas - tipo uma mistura de Urca com Horto. Mesmo com o novo calçadão, a Praia de Camburi [foto superior], a maior de Vitória, não é lá grande coisa (pense em Amaralina, na Pituba e em São Vicente). Mas é só pegar a mini-ponte-Rio-Niterói que você chega em Vila Velha, que não é tão graciosa como cidade, mas tem praias bem legais, como Itapoã e a Praia da Costa [foto inferior], além do Convento da Penha, que fica no alto de um morro com vista absurda da capital.
Quanto aos capixabas, acho difícil sair ditando regras e conceitos sobre um povo depois de apenas quatro dias de convívio. Eu recebi alguns comentários, em tom de advertência, dizendo que eles eram "provincianos" e "pouco antenados". Reconheço que vi pessoas que se encaixavam nisso... tanto quanto eu vejo aqui em São Paulo. Naturalmente, existem privilegiados e marginalizados, gente refinada e gente ogra, lá e cá. Diferença maior eu senti no trânsito (eles são meio estabanados ao volante) e, especialmente, na qualidade dos serviços - o atendimento é lento como na Bahia e indelicado como no Rio de Janeiro, mas com um bônus de despreparo por conta da falta de hábito de lidar com gente de fora. Por outro lado, as pessoas com quem eu convivi mais de perto não tinham nada de provincianas - muito pelo contrário, tinham a cabeça aberta para enxergar além e o costume de usufruir do melhor que o resto do Brasil tem a oferecer.
Aliás, essa viagem foi mais uma prova de que há alternativas para viver bem fora do eixo São Paulo-Rio, com todas as facilidades que urbanóides exigentes consideram essenciais. Vitória tem seu bairro charmoso, seus endereços da boa mesa, sua academia mega com freqüência top e aparelhos de última geração, seus bofes lindos tomando cerveja nos bares, filiais das mesmas marcas que se usa aqui... e, ao mesmo tempo, tem um pique de cidade menor, onde dá para viver com mais qualidade de vida. Com alguns minutos de viagem, você escapa para as serras ou para Guarapari, um balneário de primeira linha. Com um pouco mais de estrada, você pode ferver no sul da Bahia ou no Rio. E sempre dá para descolar um vôo barato e dar pinta em São Paulo, como muitos deles fazem. Prestar um bom concurso público, levar uma vida confortável por lá e ter acesso fácil ao que interessa das outras cidades pode ser um ótimo negócio para quem não precisa mais estar aqui o tempo inteiro, mas também não quer se afastar totalmente.
Meus quatro dias só deixaram a desejar porque o tempo conspirou contra mim até o fim. Choveu - muito - todos os dias, ao ponto de eu quase perder minha audiência, porque a cidade estava alagada e eu não conseguia nem achar um táxi (existem poucos por lá, um drama), muito menos chegar ao fórum. Muita coisa bacana teve que ficar para a próxima. Não subi no Morro da Fonte Grande, não voltei com calma à parte histórica (aliás, a Cidade Alta parece o Bairro Nazaré em Salvador), não fui comer moqueca
na Ilha das Caieiras, não aproveitei as praias (as fotos que ilustram este post foram raros momentos de trégua das chuvas), não conheci Guarapari... mas pelo menos engrandeci meu círculo social com ótimas amizades. Tive a sorte de conhecer pessoas maravilhosas, extremamente hospitaleiras, e só por causa delas eu já voltarei ao Espírito Santo. Em tempos de crise, nada como redescobrir nosso próprio país.
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Thiago Lasco
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

Assim que o trabalho der uma trégua aqui, vou registrar aqui minhas impressões sobre o Espírito Santo. Por enquanto, fiquem com uma foto que tirei no fim da tarde de sábado na Praia da Costa, em Vila Velha. Quero deixar aqui meu carinho e meus agradecimentos à Mel, ao Roberto, ao Gui, ao Fabrício, ao Max, ao Roger, ao Mario, ao Felipe, ao Breno, ao Bruno Romanelo... e à Tchynna, é claro! Obrigadíssimo pela receptividade, pelas dicas e por tudo de bom que fizemos juntos. Definitivamente, o Espírito Santo entrou no meu mapa!
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Thiago Lasco
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8:28 AM
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domingo, 23 de novembro de 2008
Depois de dar dicas, chegou a hora de pedi-las
Estou indo para Vitória na semana que vem, a trabalho. Ficarei por lá de quinta a domingo. Não conheço a cidade e, na minha coleção antiga de revistas de turismo, não existe uma única reportagem sobre a capital capixaba. Sei que poderei contar com o auxílio de um amigo blogueiro, mas não quero abusar da gentileza dele. Por isso, se vocês tiverem alguma dica para me dar (comidinhas, passeios, fervos etc.), será muito bem-vinda. Se meus dias forem proveitosos, quem sabe eu não me anime a postar um mini-guia aqui quando voltar...
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Thiago Lasco
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1:59 PM
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